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Exercício Agulhas Negras 2012 - Operação Paraibuna

Publicado: Quarta, 16 de Março de 2016, 13h33 | Acessos: 3127

 

Teve início na manhã do dia 29 de outubro de 2012 o Exercício Agulhas Negras, desta vez denominada Operação Paraibuna. Neste ano, o exercício foi realizado na região compreendida pelos municípios de Caçapava, Taubaté, Jambeiro, Natividade da Serra, Paraibuna, Redenção da Serra, São Luiz do Paraitinga e Tremembé, situados no Estado de São Paulo.

A operação simulou um cenário fictício, no qual dois países – Marrom e Azul –, localizados no continente Gama, envolvem-se em um conflito assimétrico, contra o grupo denominado Exército Marrom Verdadeiro (EMV), cujas ações são calcadas no tráfico de drogas, assassinatos, ações terroristas e sabotagem de estruturas e de instalações governamentais Marrons e Azuis.

Após solicitação do Governo Marrom, o Exército Azul decide apoiar a pacificação da área, de acordo com o Mandato do Órgão de Segurança Regional (OSR). A cooperação prevê o ingresso das Forças Azuis no País Marrom; estabelecimento de um Comando Combinado (Azul-Marrom); participação de observadores militares dos outros países do Continente para acompanhar as ações das Forças Militares empregadas; e estabelecimento da Área de Operações Atlântico.

Na primeira fase do exercício, tropas do País Azul ocuparam áreas de importância estratégica, que garantiram mobilidade e segurança para os habitantes da região. Na segunda fase, foi feita a neutralização do EMV, com a proteção de estruturas críticas, controle da área e operações de evacuação de não-combatentes. Na fase final, esperava-se que fossem restabelecida a segurança dos Azurrons (nativos do País Azul que vivem no País Marrom), o restabelecimento da paz regional, a devolução do comando ao governo Marrom e a desmobilização das tropas.

Ao todo, foram empregados cerca de quatro mil militares do Exército Brasileiro no exercício. Confira as atividades dia a dia.

 

Dia 30 OUT 2012


 

No dia 30 de outubro, em continuação à fase de investimento, as tropas participantes assumiram posições estratégicas, o que assegurou a conquista dos objetivos, como a evacuação dos não-combatentes, eliminação da ameaça do Exército Marrom Verdadeiro (EMV) e a proteção de estruturas críticas.

Para atingir tal intuito, militares do 25º Batalhão de Infantaria Paraquedista realizaram um assalto aeromóvel na Represa de Paraibuna, onde ocuparam a posição e fizeram a segurança da estrutura local. Enquanto isso, militares da 12ª Brigada de Infantaria Leve Aeromóvel (Bda Inf L Amv) empregaram um Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), utilizado para fazer reconhecimento de terreno e de tropas.

Simultaneamente, militares do 2º Batalhão de Engenharia de Combate prepararam estrutura para realização de transposição de curso d’água.

 

 Dia 31 OUT 2012 

 

O Comandante de Operações Terrestres (COTER), General de Exército João Carlos Vilela Morgero, visitou, entre os dias 30 e 31 de outubro de 2012, o Exercício Agulhas Negras - Operação Paraibuna. Recebido pelo comandante da 2ª Divisão de Exército (DE), General de Divisão Floriano Peixoto Vieira Neto, juntamente com o Estado-Maior da 2ª DE, o comandante do COTER assistiu a uma palestra sobre o exercício, no auditório do Comando de Aviação do Exército.   

Na quarta-feira (31), o General de Exército Vilela acompanhou o Assalto Aeromóvel da 12ª Bda Inf L Amv; seguiu para a região da Represa de Paraibuna para uma demonstração de Defesa de Infraestrutura Crítica e visitou o posto de comando da 11ª Brigada de Infantaria Leve. No período da tarde, o comandante do COTER acompanhou o emprego operacional do novo Veículo Aéreo Não Tripulado (VANT), desenvolvido pelo Centro Tecnológico do Exército (CTEx) em parceria com a USP/São Carlos e empresas civis.

 

Dia 01 NOV 2012

 

Na noite de quarta-feira (31), estudantes de Jornalismo da Universidade de Taubaté (Unitau) participaram de uma atividade de comunicação social durante o Exercício Agulhas Negras – Operação Paraibuna, na área se atuação da 11ª Bda Inf L. Os universitários interpretaram correspondentes de guerra buscando informações acerca das ações do Exército Azul nos primeiros dias de atuação da Força Terrestre Componente, com foco no Direito Humanitário Internacional. A atividade denominada Problema Militar Simulado (PMS) foi estruturada em forma de entrevista coletiva buscando representar ações ou atividades que não estivessem previstas como ação crítica, preparando os comandantes para lidarem com a imprensa em caso de crise. Esta atividade ocorreu também na área de atuação da 12ª Bda Inf L Amv, com a participação de mais 12 estudantes universitários.

 

Dia 02 NOV 2012

 

 

O Exercício Agulhas Negras – Operação Paraibuna esteve em curso até o dia 5 de novembro e abordou os conflitos assimétricos, no qual se desenvolvem diversos tipos de operações, incluindo as operações humanitárias e as operações interagências. Nesse contexto, o exercício desenvolve capacidades para atuar em cenários contemporâneos complexos, envolvendo conflitos armados ou não, buscando proteger populações civis envolvidas, bem como neutralizar as ações das forças oponentes.

Com este objetivo, o exercício contou com a participação de representantes da Cruz Vermelha, Defesa Civil, Corpo de Bombeiros e universidades, sempre com o intuito de reforçar os fundamentos e praticar a implantação dos modelos de funcionamento de ações que envolvem inúmeras agências. Do estudo dos conflitos atuais, verificou-se que o uso simples da força não é mais considerado como solução política viável na maioria dos casos, tendo em vista o surgimento de novos atores e de aspectos até então inexistentes. Neste contexto, torna-se necessário ampliar a integração de organizações e entidades civis ao segmento militar, em função de objetivos políticos e estratégicos de interesse.

Dia 03 NOV 2012

 

 

Comitiva da SASDE visita Exercício Agulhas Negras – Operação Paraibuna.

Uma comitiva de 18 integrantes da Sociedade Amigos da Segunda Divisão de Exército (SASDE) visitou a área de operações do Exercício Agulhas Negras 2012 – Operação Paraibuna. Os sasdeanos foram recepcionados no Centro de Coordenação e Operações, em Caçapava, pelo Comandante da 2ª Divisão de Exército, General de Divisão Floriano Peixoto Vieira Neto.

Após serem ambientados sobre a operação pelo Major Anacleto, relator do Exercício, o grupo deslocou-se para a cidade de Jambeiro com o intuito de conhecer o Centro de Operações Interagências, ativado pela primeira vez numa Operação Divisionária.

Após o almoço, foram conduzidos ao Posto de Comando da 11ª Brigada de Infantaria Leve (11ª Bda Inf L), em Paraibuna, onde o chefe do Estado-Maior, Coronel Chiavegatto, discorreu sobre as operações em curso na área de responsabilidade daquela Grande Unidade.

Esta visita foi uma excelente oportunidade para que fossem estreitados os vínculos entre a sociedade civil e o Exército Brasileiro, além de oferecer excelente oportunidade para que os sasdeanos ampliassem o conhecimento acerca das atividades operacionais desenvolvidas pelo Exército Brasileiro.

 

Dia 04 NOV 2012

 

 

Dentro do contexto da Operação Paraibuna, que abordou os conflitos assimétricos, com o desenvolvimento de diversos tipos de operações, incluindo as operações humanitárias e as interagências, foi realizado, no dia 4 de novembro, um treinamento de evacuação e descontaminação de pessoal afetado durante ataque químico.

Além da participação da Companhia de Defesa Química, Biológica e Nuclear (Cia DQBN), a atividade contou com a atuação de representantes da Cruz Vermelha e da Defesa Civil. O treinamento possibilitou capacitar a tropa para atuar em situações onde ocorram ataques químicos, biológicos ou nucleares, além da prestação de socorro imediato às vítimas e evacuação dos indivíduos diretamente afetados.

 

Dia 05 NOV 2012

 

 

Análise Pós-Ação do Exercício Agulhas Negras – Operação Paraibuna

Encerrando o último dia de atividades do Exercício Agulhas Negras – Operação Paraibuna, a 11ª Brigada de Infantaria Leve e a 12ª Brigada de Infantaria Leve (Aeromóvel) realizaram, na manhã de segunda-feira, 5 de novembro de 2012, a análise pós-ação no âmbito de suas Grandes Unidades, onde foram avaliadas as atividades operacionais ocorridas durante o período de treinamento.

Após o almoço de encerramento, centralizado no refeitório do Forte Ipiranga, com a presença de oficiais das organizações militares envolvidas na Operação Paraibuna, além dos estados-maiores da 2ª Divisão de Exército e de suas brigadas subordinadas, ocorreu a análise pós-ação final, coordenada pela 2ª DE.

Durante a consecução das operações, a tropa envolvida enfrentou diversos Problemas Militares Simulados, impostos pela coordenação do exercício, com o intuito de desenvolver capacidades para atuar em cenários contemporâneos complexos, envolvendo conflitos armados ou não, buscando proteger populações civis envolvidas, bem como neutralizar as ações das forças oponentes.

A Operação Paraibuna teve a participação da 1ª Brigada de Artilharia Antiaérea, Brigada de Infantaria Paraquedista, Brigada de Operações Especiais, 12º Grupo de Artilharia de Campanha, 2º Batalhão de Engenharia de Combate, 2º Batalhão de Polícia do Exército, 8º Batalhão de Polícia do Exército, Companhia de Defesa Química, Biológica e Radioativa, Companhia Guerra Eletrônica e todas as organizações militares subordinadas à 11ª e 12ª Brigada de Infantaria Leve. Também houve a participação da Força Aérea Brasileira, Assessoria Jurídica e Assessoria de Saúde da 2ª Região Militar, Comunicação Social do Comando Militar do Sudeste, Polícia Militar do Estado de São Paulo e Cruz Vermelha Brasileira.

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